Física

Tópico: Física

Hidrostática

Data: 23-04-2017 | De: Torres

Na esfera terrestre o que assenta com a pressão atmosférica na medida que salinos?Enquanto que no mar a superfície,é maior ou menor em relação a grande profundidade.

Colisão

Data: 16-11-2016 | De: João

Bom dia,
Se eu for no meu carro a 100km/h e o carro em sentido contrario for também a 100km/h o embate entre os nossos veículos será e 200km/h?

Física

Data: 29-09-2016 | De: Fernanda da Silva

qual a explicacao fisica para o fatos de um astronauta em algum lugar distante da atmosfera terrestre, nao ouvir a explosao de um tanque de oxigenio proximo a sua mae?

questão de fisica me ajudem na duvida

Data: 27-06-2016 | De: victor

Capacidade térmica é a quantidade de calor que um corpo necessita receber ou ceder para que sua temperatura varie uma unidade. Cada corpo comporta-se de forma diferente ao receber uma determinada quantidade de calor, e um exemplo em que podemos perceber isso facilmente ocorre na praia. A areia e a água do mar estão submetidas à mesma fonte de calor, o Sol, mas a areia fica muito mais quente do que a água. Isso acontece porque:
a. A areia e a água possuem capacidades térmicas diferentes. O calor específico da areia é igual ao da água.
b. Nenhuma das alternativas.
c. A areia e a água possuem capacidades térmicas diferentes. O calor específico da areia é menor que o da água.
d. A areia e a água possuem capacidades térmicas diferentes. O calor específico da areia é maior que o da água.
e. A areia e a água possuem capacidades térmicas iguais. O calor específico da areia é menor que o da água.

Física: transferência de Calor

Data: 22-06-2016 | De: Maria Franco

A frase utilizada por um fabricante: "Nossa geladeira não deixa o calor entrar nem o frio sair!". (a) Explicar por quê esta afirmação não está correta. (b) De que forma poder‐se‐ia expressar corretamente a eficácia da referida geladeira?

Física

Data: 26-04-2016 | De: Clara

Durante a queda de um objeto no planeta Terra a velocidade de um corpo que cai vai aumentando até um certo limite e depois tende a permanecer estável?

Re:Física

Data: 08-05-2016 | De: icaro

vgjgergtrsrettt

Re:Física

Data: 03-08-2016 | De: Maria Rosa Duque

Não Clara!

Se estivermos a pensar num objecto relativamente próximo da superfície terrestre, verificamos que a velocidade do objecto aumenta sempre até chegar à superfície. São excepções ao que acabo de dizer os corpos como , por exemplo, os pára -quedas que são constituídos por um material com um peso relativamente baixo e possuem grandes dimensões. Nestes casos o ar exerce sobre eles uma força dirigida de baixo para cima, contrariando o efeito da força gravítica e diminuindo o aumento de velocidade do corpo. Se pensares, por exemplo, numa pedra que é lançada ao ar, a velocidade da pedra, durante a descida, vai aumentar até que a pedra chegue ao solo.

A densidade do aco e maior que a agua no entanto,um navio cujo o casco e de aco consegue flutua na agua .como isso e possivel?

Data: 08-01-2016 | De: Caroline

Precioso mto dessa resposta

Re:A densidade do aco e maior que a agua no entanto,um navio cujo o casco e de aco consegue flutua na agua .como isso e possivel?

Data: 03-08-2016 | De: Maria Rosa Duque

O navio é de aço mas o interior do navio é oco e está preenchido, em grande parte, com ar. A parte do navio que está dentro de água é formada por aço e ar. Se considerarmos o volume total, concluiremos que a densidade do barco será bastante menor que a densidade do aço. A parte imersa do barco vai deslocar um volume de água igual ao seu volume total imerso. Na prática o que acontece é que a água vai exercer sobre o barco uma força igual ao peso do volume de água deslocado. Esta é dirigida de baixo para cima, e, para o barco estar parado à superfície, deverá ser igual ao peso total do barco.
É por este motivo que os barcos carregados têm um a parte imersa maior do que quando estão descarregados. Com a carga , o peso do barco aumenta, o volume de água deslocada terá que ser maior para manter o equilíbrio.

Física/Termodinâmica

Data: 06-07-2013 | De: João Calafate

Data: 07-12-2011

Gostaria de saber, com um grau de profundidade elevado para um não especialista, por que razão quando o vento que nos embate na pele ficamos com sensação de frio e a temperatura da nossa pele diminui consideravelmente? (isto para o caso de ventos frios)
Muito obrigado!

Dados pessoais: Póvoa de Varzim, 28 anos, professor do Ensino Básico.

Re:Física/Termodinâmica

Data: 06-07-2013 | De: Ana Carla

Data: 09-12-2011

A nossa pele encontra-se humedecida, num processo que, entre outros, serve para controlar a sua temperatura.

Para percebermos isto basta pensar que a evaporação da água é um processo endotérmico - isto é, que para passar do estado líquido ao gasoso, é necessário o fornecimento de energia. Por isso a transpiração funciona para nos arrefecer: ao colocar água na nossa pele esta, ao evaporar, retira energia do nosso corpo/pele, baixando a sua temperatura.

É também por este motivo que sentimos sempre mais frio quando estamos molhados como, por exemplo, à saida do banho. Mas, se for à saida do banho mas do mar (especialmente nas praias ventosas da Póvoa!) o vento ainda agrava mais esta sensação: a energia cinética associada ao movimento do ar (vento), ao embater no nosso corpo, transfere parte dessa energia para a água e também favorece a sua evaporação. Esse efeito é bem visivel na roupa a secar: seca muito melhor em dias ventosos; aliás, é sempre por ação do sol e do ar que a roupa seca (com pouco ou muito vento), porque numa situação normal a atmosfera nunca atinge os 100 ºC necessários para a ebulição da água...

Concluíndo: o vento arrefece-nos porque promove a evaporação da água existente na humidade natural da nossa pele.

Re:Física/Termodinâmica

Data: 06-07-2013 | De: António Alberto Silva

Data: 18-01-2012

O arrefecimento do corpo humano com o vento deve-se essencialmente a dois efeitos:

(i) arrastamento do ar quente (aquecido pelo corpo) que está junto ao corpo, perto da pele, e que está também entre as fibras dos tecidos da roupa, ar esse que é substituído por ar frio (ainda não aquecido), o que faz com que haja calor a sair do corpo para esse ar frio;

(ii) evaporação de água do corpo humano (suor; água no corpo ao sair do banho; ...), evaporação essa que arrefece o corpo (as moléculas de água que passam para a fase de vapor são as que têm mais energia, pelo que o líquido que fica passa a ter menos energia cinética microscópica média, ou seja, passa a ficar com temperatura mais baixa.

Física/Ambiente

Data: 06-07-2013 | De: Carina

Data: 29-11-2011

Porque é que a relva é verde?

Dados pessoais: 9 anos, 4º ano, E.B.1 da Coutada, Coutada (Covilhã).

Re:Física/Ambiente

Data: 06-07-2013 | De: Paulina Mata

Data: 30-11-2011

Olá Carina!
Obrigada pelas tuas questões, é muito importante a curiosidade relativamente ao que nos rodeia. Vamos ver se eu consigo responder à tua questão. Se ficares com algumas dúvidas pergunta.
A tua questão é sobre a cor da relva, mas há coisas que é importante dizer-te antes para entenderes.
A cor de um dado material é o resultado da interacção da luz visível com essa substância. Por isso, num lugar muito escuro, a cor como que se eclipsa. Ou seja, quando a luz (que é energia) incide sobre um material, uma parte das radiações é por ele absorvida, pelo que, na luz que é reflectida, essas cores já não estarão presentes. A luz que os nossos olhos vêem passa então a ter a predominância das cores que não foram absorvidas. E são essas que nós vemos.
Se quiseres tentar compreender melhor isto, dá uma espreitadela aqui:
http://umaquimicairresistivel.blogspot.com/2011/03/cor.html

Vamos então à relva e à sua cor. A relva é verde porque possui quantidades apreciáveis de uma substância, a clorofila, que absorve apenas uma parte da radiação da luz – o vermelho – e, portanto, reflecte o comprimento de onda complementar - o verde.
Pode-se dizer que a clorofila é talvez a molécula mais importante para a existência dos seres vivos, uma vez que é ela que fixa a maior parte da energia solar que é utilizada pelas plantas na fotossíntese e que é depois usada pelos animais no seu metabolismo.

Física - Voo

Data: 08-03-2012 | De: Dalila Barros

Data: 2011-11-24

Segundo julgo saber, o facto de os aviões voarem está relacionado, entre outras coisas, com o facto de o ar passar a alta velocidade pelas suas asas. Quando o ar passa pela asa, fá-lo por baixo e por cima desta. O comprimento da asa é maior na parte superior , o que faz com que o fluxo de ar se torne mais rápido, pois percorre uma maior distância, no mesmo intervalo de tempo. De acordo com o princípio de Bernoulli, a pressão do ar sobre a asa diminui e a diferença de pressão sob e sobre as asas cria a sustentação necessária para o voo. Se isto é verdade, como é que os aviões em posição invertida conseguem voar?
Dados pessoais: 43 anos, Professora.

Re:Física - Voo

Data: 08-03-2012 | De: Ana Carla

Data: 2011-11-29

Bom... assim sem pensar muito no assunto, diria: voar até podem conseguir, mas levantar voo é que não! Depois de estarem lá em cima, com uma certa velocidade inicial, não há problema se a força resultante ficar para baixo...baixará um pouco a altitude, mas também, não ficam ao contrário assim tanto tempo!

Re:Física - Voo

Data: 08-03-2012 | De: Francisco Dionísio

Data: 2011-11-30

Eu respondo algo parecido ao que já foi respondido pela Ana Carla: parece-me que o avião estará "em queda" quando está virado ao contrário!

Re:Física - Voo

Data: 11-04-2012 | De: João Alves

Os produndores dos aviões (os lemes horizontais) tanto podem descer como subir, portanto pode gerar inclinação tanto para baixo como para cima. Com o avião ao contrário, basta inverter esta lógica.

Re:Re:Física - Voo

Data: 05-03-2013 | De: renata

muito legal isso eu gosto de avioes

Re:Física - Voo

Data: 12-04-2012 | De: J.Paulino

O que cria a sustentação ao avião é a curvatura da asa, sendo a curvatura mais acentuada no extradorso (cima) e menos acentuada no intradorso (baixo), logo o ar que passa no extradorso aumenta de velocidade pois tem de percorrer mais área, logo ao aumentar a velocidade diminui a pressão do ar, como a pressão no intradorso é maior é criada sustentação (força que puxa o avião para cima).
Também existe outro factor que influencia a sustentação, o ângulo de ataque da asa, é esse factor que vai entrar na equação a quando em voo invertido, com um ângulo de ataque normal, em voo invertido o avião teria tendência a perder sustentação e ser puxado para baixo, logo para atenuar essa perda de sustentação, terá de se alterar o ângulo de ataque do avião (pondo o nariz em cima, e baixando a cauda isto em relação ao horizonte), também o aumento de potencia (velocidade), cria uma condição que mantém o avião estável.

Re:Re:Física - Voo

Data: 05-03-2013 | De: matheus potenti

bom eu ja andei muito de aviao eu gosto muito vocês que nunca foram vale a pena ir a noite entao paresse que ele vai cair mais e muito bom eu e minha namorada fomos e ela gosto da velocidade dele muito forte cria uma condiçao que mantem o aviao estavel.

Re:Re:Re:Física - Voo

Data: 05-03-2013 | De: matheus potenti

eu amo minha namorada kkkkk e e muito linda Ca te amooo

Física-Microondas

Data: 08-03-2012 | De: João Luís Calafate

Data: 2011-11-16

Colocar objetos metálicos num forno a microondas pode danificar o mesmo? Em caso afirmativo, qual a probabilidade (mais ou menos) de esta situação poder ocorrer?
Dados pessoais: Póvoa de Varzim, 58 anos, Professor reformado.

Re:Física-Microondas

Data: 08-03-2012 | De: Ana Carla

Data: 2011-11-30

A energia da radiação microondas é suficiente para arrancar eletrões do metal, formando uma corrente elétrica. Como tal, se colocarmos um corpo metálico no microondas, vão surgir faíscas... Portanto, o risco para o microondas é de incêndio. Para o microondas, o que está lá dentro e, em última análise, da cozinha! Contudo, não resisti um dia a experimentar: coloquei um pequeno pedaço de uma tampa de um yogurte no microondas para ver mesmo se apareciam as faiscas...confirmou-se! Mas o microondas ficou intacto, porque o metal era muito pequeno e foi por pouco tempo.

Re:Re:Física-Microondas

Data: 08-01-2013 | De: Jorge Monteiro

A cavidade de um microondas é metálica e é desenhada para que existam vários modos de vibração no seu interior. Um ponto critico na construção são as uniões entre as partes metálicas que devem ser perfeitas para evitar a criação de potenciais diferentes e que originem os arcos elétricos. Ao colocar um corpo metálico no interior do microondas vamos estar a criar regiões de diferente potencial que originam arcos elétricos com alguns milhares de Volt, e que em casos extremos originam incêndios. Outro problema de colocar objetos metálicos dentro do microondas advém do facto de que as ondas refletidas podem entrar novamente nas guias de onda e destruir o magnetrão. O mesmo fenómeno pode acontecer se usarmos o microondas sem nada lá dentro, ou seja sem nenhuma carga que absorva a radiação, como por exemplo líquidos ou alimentos. Já devem ter reparado que por baixo do prato rotativo de vidro existe um suporte metálico que se chama espalhador, e que serve para isso mesmo, espalhar a radiação que entra no microondas e homogeneizar o campo elétrico/temperatura. Também já devem ter reparado que se aquecerem alimentos com o prato parado, estes não não aquecidos de forma homogénea. Em resumo, não utilizem o microondas vazio ou com objetos metálicos, pois podem-no destruir por incêndio ou queimar o magnetrão. Um conselho útil é também manter aquela pequena placa de mica que se encontra no interior da cavidade e que tapa a íris (zona de saída da radiação) sempre bem limpa. Com o tempo acumula gorduras e diminui a eficiência do microondas.

Física/Movimento

Data: 24-02-2012 | De: Liliana Nova

Data: 2011-11-10

Pedia o favor que me explicassem, como é possível que ao atirarmos um objeto ao ar num barco em movimento este caia dentro do barco e não na água do mar atrás do barco? Por mais que me digam que segundo as leis da Física o objeto irá cair algures perto de mim no barco eu não consigo perceber, pois a minha intuição diz-me que ele cairá no mar atrás do barco!
Dados pessoais: Póvoa de Varzim, 27 anos, estudante universitária.

Re:Física/Movimento

Data: 24-02-2012 | De: Regina Gouveia

Data: 2011-11-12

Imagine que em vez de ir num barco ia num avião. Acha que o objecto não caía nas suas mãos?
O problema é o mesmo. Em ambos os casos, o objeto vai animado do mesmo movimento que o passageiro pelo que, ao atirá- lo ao ar, ele mantém a velocidade horizontal do avião (ou a do barco) e ao subir continuou com a velocidade horizontal com que seguia, a mesma do passageiro. Segundo a direcção do movimento do avião (barco) , num dado intervalo de tempo, o seu deslocamento é igual ao do passageiro.

Re:Física/Movimento

Data: 24-02-2012 | De: António Alberto Silva

Data: 2011-11-13

Mas... já experimentou? Experimente num comboio ou num avião, andam mais rápidos que um barco: atire um porta chaves ao ar, e vai ver que o apanha de novo (o porta chaves não vai ter ao passageiro de trás). Explicação: quando, estando num veículo com velocidade horizontal "para a frente", atira ao ar um objeto, este é lançado, não apenas com velocidade para cima ("para o ar"), como também com velocidade horizontal "para a frente" (a do veículo). O objeto sobe e desce com essa velocidade horizontal, pelo que acompanha o veículo. Claro que se houver resistência apreciável do ar, a sua velocidade horizontal pode diminuir, caindo o objeto mais atrás: é o que acontece se lançar o objeto pela janela fora do comboio.

Re:Física/Movimento

Data: 24-02-2012 | De: Mariana Valente

Data: 2012-01-02

Mas os barcos "levam-nos" a Galileu e aos bonitos textos que estão na base de uma nova concepção do movimento, com a ruptura na diferenciação entre repouso e movimento (repouso é movimento partilhado). Aqui fica um pequeno excerto do "Diálogo sobre dois Máximos Sistemas" de Galileu, ouçamos Salviati:
"Fechai-vos com algum amigo no maior compartimento sob a coberta de algum grande navio, e fazei que aí existam moscas, borboletas e semelhantes animaizinhos voadores; seja também colocado aí um grande recipiente com água contendo pequenos peixes; suspenda-se ainda um balde, que gota a gota verta água em outro recipiente de boca estreita que esteja colocado por baixo: e, estando em repouso o navio, observai diligentemente como aqueles animaizinhos voadores com igual velocidade vão para todas as partes do ambiente; ver-se-ão os peixes nadar indiferentemente para todos os lados; as gotas cadentes entrarem todas no vaso posto embaixo; e vós, lançando alguma coisa para o amigo, não a deveis lançar com mais força para esta que para aquela parte, quando as distâncias sejam iguais para todas as partes. Assegurai-vos de ter diligentemente todas essas coisas, ainda que não exista dúvida alguma de que enquanto o navio esteja parado as coisas devem acontecer assim, e fazei mover o navio com quanta velocidade desejardes (sempre que o movimento seja uniforme e não flutuante de cá para lá) não reconhecereis uma mínima mudança em todos os mencionados efeitos, nem de nenhum deles podereis compreender se o navio caminha ou está parado (...)" (p.268, tradução de Pablo Rubén Mariconda).

Re:Física/Movimento

Data: 04-04-2012 | De: José Gonçalves

Data: 2012-04-02

Olá Liliana,
experimenta ver esta animação (pode ser que ajude):
http://www.physicsclassroom.com/mmedia/vectors/tb.gif
Quando lanças o objecto este sobe este tem um movimento vertical (devido à força que imprimiste sobre ele) e um movimento horizontal.
Ver esta figura: http://www.lnk2lrn.com/ProjectileMotion01.gif

Penso que a tua dificuldade e a de muitos estudantes é compreender porque este tem velocidade no eixo horizontal. Pois bem, não podes esquecer que estás dentro do barco em movimento, o teu corpo (e o objecto) viaja à mesma velocidade do barco. Logo, imediatamente antes de lançar o objecto, a velocidade que terá, poderás dividir em duas componentes. Ou seja, a velocidade que lhe impinges verticalmente e a velocidade que é impinginda pelo movimento do barco e que tu também sofres.

Física - Marés

Data: 11-01-2012 | De: João Calafate

Data: 2011-08-26
Exemplo de questão científica: Como se pode explicar que existam marés cheias em dois sítios opostos do globo ao mesmo tempo?
Dados pessoais: Póvoa de Varzim, 28 anos, Professor.

Re:Física - Marés

Data: 11-01-2012 | De: Regina Gouveia

Data: 2011-09-26

A explicação é complexa pois envolve não apenas a interação gravitacional terra/lua mas outras, nomeadamente Terra/Sol. Por outro lado envolve o estudo do movimento do centro de massas dos sistemas, etc De qualquer forma e para níveis mais elementares, o Projecto de Física ,Unidade 2 (Fundação CG, 1978), pag116,117, faz uma abordagem da qual resumo o essencial.
Tomado a terra como um todo cerca de 71% da superfície da Terra está coberta por oceanos de água salgada.
A distância entre os centros da Lua e da Terra é aproximadamente 60 raios terrestres. pelo que o lado da Terra mais próximo da lua dista dela 59 raios e o lado oposto 61.
Assim, no lado mais próximo a aceleração da água em direção à lua é superior à do resto do planeta e a água tende a aproximar-se mais da lua; o seu nível sobe.
No lado mais afastado a aceleração da água em direção à lua é inferior à do resto do planeta; a água tende a aproximar-se menos da lua do que o resto do planeta; fica mais afastada o que equivale a uma subida do seu nível.

Re:Física - Marés

Data: 12-01-2012 | De: António Alberto Silva

Data: 2011-10-11

A colega RG refere um aspeto importante da explicação. No entanto, sem falar do movimento da Terra em torno do CM do sistema Terra-Lua (T-L), não é possível explicar, mesmo a nível elementar, que há as marés na Terra que refere. Aliás, se não houvesse esse movimento, a Terra e a Lua colapsariam!
Sugiro a seguinte adaptação da explicação de RG:
«Assim, no lado mais próximo a aceleração da água é superior à do centro da T, e portanto superior à força centrípeta necessária para o seu movimento em torno do CM do sistema T-L, e a água orbita o CM numa órbita com raio mais pequeno, ou seja, a aproxima-se da L; o nível da água sobe.
No lado mais afastado a aceleração da água é inferior à do centro da T, e portanto inferior à força centrípeta necessária; a água orbita com um raio maior, fica mais afastada da L; o nível da água sobe.»
Poderia ainda acrescentar-se: "a parte mais afastada ficar mais afastada e a parte mais próxima ficar mais próxima" aplica-se, não só aos oceanos (aquilo que é mais visível), mas a toda a Terra: crosta, atmosfera, …

Re:Re:Física - Marés

Data: 12-01-2012 | De: Regina Gouveia

Data: 2011-10-22

Obviamente que AAS tem razão; aliás no meu comentário refiro a necessidade de incluir na explicação a referência ao centro de massa. Como a questão foi levantada por JPC, professor do ensino básico, admiti que pretenderia uma explicação que pudesse ser apresentada ao nível dos seus alunos, por isso tentei dar uma que pudesse ser minimamente entendida por alunos desse nível para os quais, uma explicação envolvendo o centro de massa não me parece viável.

Re:Física - Marés

Data: 12-01-2012 | De: Graciete Rietsch Monteiro Fernandes

Data: 2011-11-26

Eu não sei se tenho razão mas penso que, dada a grande diferença entre o tamanho dos planetas e a diferença entre os seus centros, a influência sobre as marés não sofrerá grande alteração.
Mas isto é apenas uma simples hipótese que pionho a mim mesma.

Re:Física - Marés

Data: 12-01-2012 | De: Carlos Corrêa

Data: 2011-12-22

Não seria mais legivel, se é "Ciência para todos" falar-se somente em forças e deixar as acelerações? Para mim, a novidade, foi a rotação em torno do centro de massa T-L.

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