Neurociências

Tópico: Neurociências

Neurociências/Capacidade cerebral

Data: 06-07-2013 | De: Joãozinho

Data: 01-12-2011

Há uma coisa que me intriga e a qual gostaria, se possível, de ver explicada: até que ponto o nosso cérebro tem capacidade para "armazenar dados", ou seja, será possível ter uma ideia aproximada da quantidade de conhecimento que um ser humano consegue reter na sua memória?
Uma pessoa que passe os seus dias a ler/estudar irá sempre conseguir reter aquilo que lê/aprende ou chegará a uma altura em que a memória ficará "cheia"?
Alguém me consegue explicar este assunto, que penso ser difícil e ao mesmo tempo fascinante?!

Dados pessoais: Póvoa de Varzim, E.B. 2,3 Dr. Flávio Gonçalves, estudante do 9º ano.

Re:Neurociências/Capacidade cerebral

Data: 06-07-2013 | De: Ana Rodrigues

Data: 05-12-2011

Segundo alguns investigadores, o espaço para armazenar dados no cérebro humano é ilimitado, ou deverei antes dizer: imensurável. Outros falam que somos capazes de guardar terabytes de informação... Na minha opinião, de uma forma muito simples, não conseguimos determinar com exactidão a quantidade de informação que o nosso cérebro armazena muito em parte pela “subjectividade” que as nossas memorias têm.
Apesar disto, é importante distinguir entre os vários tipos de memória. A memória de trabalho, ou de curta duração, pode decair em aproximadamente 15 segundos e permite guardar cerca de 7 informações distintas (+-2). Claro que esta memoria pode durar um pouco mais como minutos ou horas. Esta memoria permite decorar moradas ou números de telefone por exemplo num curto espaço de tempo.
A memoria de longo prazo, isto é, aquela que perdura, também pode ser dividida em memoria explicita – como por exemplo “decorar” o aniversário da namorada e o 11 de Setembro; e a memoria implícita que é responsável pelas tarefas automáticas aprendidas como a leitura, apertar os cordões ou a condução.
Várias áreas do cérebro trabalham em conjunto para a percepção e armazenamento das nossas memorias, e possuímos triliões de conexões nervosas, daí a dificuldade de conseguir “medir” a quantidade de informação que conseguimos armazenar.
Simplificando a resposta (porque é difícil de responder), teoricamente, não conseguimos esgotar a nossa capacidade de armazenamento, mesmo se passarmos todos os dias da nossa vida a estudar (e não só a ler). Mas na verdade vamo-nos “esquecendo” de alguns detalhes desse estudo... No entanto, se contextualizarmos esses detalhes, isto é, se os associarmos a alguma pista visual por exemplo, conseguimos relembrá-los melhor perante essa mesma pista, o que indica que essa informação não foi esquecida, simplesmente parece estar noutra “gaveta” do nosso armazenamento.

Confuso? Pois... é mesmo assim... o nosso cérebro é, e vai continuar a ser, um mistério por muitos, muitos anos... e é essa a razão pela qual é maravilhoso estudá-lo!

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