Re:Física/Química

Data: 14-05-2012 | De: António Alberto Silva

Comecemos com água líquida e vapor de água. A1 - Considere uma grande bacia com água líquida em cima de uma mesa numa pequena sala com ar seco. As moléculas da água estão em agitação térmica. Quando uma molécula que calha de estar perto da separação “água líquida – ar” e de viajar para cima tem energia suficientemente grande para se libertar das suas ligações com outras moléculas do líquido, sai do líquido e passa para o ar, isto é, evapora, passa a estar na fase vapor. A2 - No ar envolvente, as moléculas estão também em agitação térmica, incluindo as moléculas de água. Quando uma molécula que calha de estar perto da separação água - ar e a viajar para baixo tem energia demasiado pequena para resistir às atrações das moléculas do líquido, passa para a água líquida, isto é, condensa, passa a estar na fase líquida. A3 – No início o primeiro fenómeno (evaporação) é mais intenso que o segundo (condensação), e o volume de água líquida diminui, aumentando a concentração da fase vapor. Ao fim de algum tempo (estou a supor uma bacia suficientemente grande e uma sala suficientemente pequena), a já há tantas moléculas na fase vapor, que a probabilidade de uma molécula passar da fase líquida para a de vapor é igual à do fenómeno inverso: é o estado de saturação.
B – Vamos à cadeira (ou ao gelo ou a qualquer sólido). O acima dito mantém-se no essencial. A única diferença consiste em que as forças de ligação entre as partículas microscópicas que constituem a cadeira são mais intensas do que as da água líquida acima considerada. Por isso, a probabilidade de uma molécula sair da fase sólida é mais pequena. A diferença é só essa, mas é grande.

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