Re:Física

Data: 16-01-2013 | De: Ricardo Cardoso Reis

As cores são sempre interpretações feitas pelo nosso cérebro, da luz que viaja através do nervo ótico e chega aos nossos olhos.

Os nossos olhos têm uma espécie de "sensores", que captam a luz de maneira mais ou menos eficiente, dependendo da pessoa. Os cones são os "sensores" sensíveis à cor, enquanto os bastonetes são os "sensores" sensíveis à luminosidade. No entanto há pessoas com cones mais sensíveis que outras, havendo mesmo pessoas que conseguem captar luz que está ligeiramente dentro das zonas do ultravioleta ou infravermelho.

A informação captada pelos cones e pelos bastonetes é convertida em impulsos elétricos, que viajam pelo nervo óptico até ao cérebro. Mas assim como os cabos de energia elétrica não são exatamente iguais de casa para casa, também os nervos óticos não são iguais, de pessoa para pessoa. Logo, o impulso elétrico transmitido ao cérebro é ligeiramente diferente de pessoa para pessoa.

Finalmente, o impulso chega ao cérebro, mas cada pessoa tem um cérebro diferente, que vai interpretar de maneira ligeiramente diferente esses impulsos eléctricos.

Resumindo, a mesma cor vai impressionar cones e bastonetes de pessoas diferente, de maneira diferente. Ao ser convertida num impulso elétrico, essa informação vai ser transmitida de maneira diferente de pessoa para pessoa. Finalmente, os impulsos elétricos chegam ao cérebro, mas cada cérebro interpreta-os de maneira diferente.

Um bom exemplo de como as cores são interpretações, são as pessoas com Daltonismo. Os daltónicos têm problemas com os cones, e por isso há cores que são interpretadas por estes "sensores" como sendo exatamente iguais. O caso mais comum para um daltónico é ver o verde e o vermelho como cores iguais.

A forma mais grave de daltonismo é chamada monocromacia. As pessoas com esta condição não têm cones funcionais, e por isso só conseguem distinguir (graças aos bastonetes) diferenças de luminosidade, ou seja, vêm o mundo em tons de cinzento.

Alguns animais vêm luz (neste caso, luz significa "radiação eletromagnética") diferente daquela que nós vemos. Por exemplo, cobras como as pitões conseguem ver na banda do infravermelho, enquanto as abelhas conseguem ver no ultravioleta.

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