As línguas são dinâmicas, isto é, vão "absorvendo" novas palavras e modificando outras. Por exemplo, na nossa língua: no tempo de D. Dinis (o rei que tornou o português língua nacional) não havia a palavra futebol; quando eu andei a estudar (faço este ano 80 anos) não existia a palavra biodiversidade; a minha Mãe escrevia a palavra aí de outra maneira (ahi) e farmácia (pharmacia). O latim, como é uma língua apátrida (nenhum país a fala), é designado por língua morta (não é dinâmica), o que é uma grande vantagem, pois assim, os nomes científicos NUNCA mudam a maneira como estão escritos. Por outro lado nenhum país pode gabar-se que é a sua língua a escolhida, ou qualquer país recusar-se por ser a língua de um país inimigo. Por outro lado, quando Lineu determinou que os nomes dos seres vivos (e não só) seriam em latim (ele era sueco) foi, também, porque o latim era a língua que os cientistas utilizavam para se entenderem uns com os outros (actualmente, para isso, usa-se muito o inglês). A importância disso é que assim os cientistas, embora falando línguas diferentes, ENTENDEM-SE. Por exemplo: uma vez, num congresso, um russo estava a falar de uma planta e disse sempre o nome em russo e poucos dos congressistas sabiam de que planta estava ele a falar. Pedi-lhes para escrever no quadro o nome científico da planta e toda a plateia passou a saber de que planta estava ele a falar.
Re:Ciência/Biologia
Data: 24-01-2013 | De: Jorge Paiva