Re:Geologia/Interior da Terra

Data: 27-08-2013 | De: Rui Costa

Há vários métodos, diretos e indiretos para se estudar a estrutura da Terra.
Diretamente, apenas conhecemos a superfície pois mesmo as minas e as escavações ou perfurações mais profundas não se comparam com os mais de 6000 quilómetros do raio da Terra.
O vulcanismo, já conhecido desde a antiguidade, deixa-nos perceber que, abaixo da superfície, há materiais a elevadas temperaturas, mas não nos dá pistas sobre a profundidade a que estes materiais se encontravam antes de chegarem à superfície.
Depois, temos métodos indiretos que permitem estudar a estrutura do planeta:
Sabendo qual a influência gravítica da Terra sobre um qualquer corpo, podemos calcular a sua massa. Como também conhecemos o volume do planeta, podemos calcular a densidade média do planeta. Como sabemos a densidade média do solo e das rochas que podemos estudar à superfície, a qual é muito inferior à densidade média do planeta, podemos concluir que a densidade vai aumentado em direção ao centro, como seria de esperar pela compressão provocada pela força gravítica.
Finalmente, o recurso mais eficaz para se sondar o interior do planeta é-nos fornecido pelos sismos. Nos sismos são produzidos 4 tipos de ondas sísmicas. Duas destas ondas, as P (ondas longitudinais) e as S (ondas transversais) propagam-se pelo interior do planeta, mas a velocidade de propagação varia de acordo com o tipo de material que atravessa, o estado físico a que se encontram os materiais e também a pressão a que estão sujeitos. Assim, nos grandes tremores de terra, em que estas ondas podem ser detectadas por sismógrafos distribuídos por todo o planeta, a análise dos tempos de chegada de cada onda dá-nos pistas sobre a estrutura de todo o planeta.

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