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      <title><![CDATA[Textos de divulgação sobre Pseudociência - cienciapatodos.webnode.pt]]></title>
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      <language>pt</language>
      <pubDate>Sat, 21 Sep 2013 15:29:00 +0200</pubDate>
      <lastBuildDate>Sat, 21 Sep 2013 15:29:00 +0200</lastBuildDate>
      <category><![CDATA[Textos de divulgação sobre Pseudociência]]></category>
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         <title><![CDATA[The New Secret]]></title>
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         <description><![CDATA[&nbsp;

&nbsp;
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Nota prévia: o artigo que se segue foi já escrito há uns anos, quando o livro em causa andava mais na moda, contudo mantenho a opinião, a qual acaba por se aplicar a outros livros que se vão publicando agora e, infelizmente, certamente também serão publicados no futuro.
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;The New Secret (o novo segredo) é: o primeiro é falso. Ou para ser mais justo: não temos nenhuma razão para acreditar que é...]]></description>
         <pubDate>Sat, 21 Sep 2013 15:29:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Textos de divulgação sobre Pseudociência]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img alt="" class="aligncenter size-medium wp-image-411" height="226" src="http://sophiaofnature.files.wordpress.com/2011/06/thenewsecret.png?w=300&amp;h=211" title="thenewsecret" width="314"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Nota prévia</strong>: o artigo que se segue foi já escrito há uns anos, quando o livro em causa andava mais na moda, contudo mantenho a opinião, a qual acaba por se aplicar a outros livros que se vão publicando agora e, infelizmente, certamente também serão publicados no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;The New Secret</em> (o novo segredo) é: o primeiro é falso. Ou para ser mais justo: não temos nenhuma razão para acreditar que é verdadeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para quem não está familiarizado:&nbsp;<u>The Secret</u> é um livro de Rhonda Byrne. Como se pode ler «pelas internets»: “<em>O Segredo</em> é neste momento – e de longe – o livro de não ficção mais vendido em todo o mundo.” (De facto, é mesmo ficção, portanto não se pode colocar a competir com os livros de não ficção.) No livro a autora expõe a sua teoria da “«lei da atracção»: nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso.”</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Eu não tenho nada contra livros de “auto-ajuda”, aliás, se eles realmente conseguem ajudar alguém, até sou a favor da sua existência, contudo, uma vez que sou ideologicamente um defensor da “verdade”, oponho-me a tudo o que leve a que o público em geral acredite que algo é verdade, quando na verdade não o é, ou pelo menos, não há razões válidas para acreditar que o seja. Pior ainda será juntar na mesma “discussão” factos verificados pela ciência, para apoiar a nova pseudo-ciência que se está a expor, conduzindo o leitor a um estado de confusão superior.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Neste livro, ou no próprio documentário sobre o livro, ou até noutros documentários, como o <u>What Bleep do We Know Down the Rabbit Hole</u>, pode ver-se gente a defender “teorias” de tal modo que parece que estão a dizer algo irrefutável. Apresento aqui duas pessoas que já vi em mais que um documentário:</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><img alt="" class="aligncenter" height="251" src="http://img12.imageshack.us/img12/4300/imgac.png" style="width: 454px; height: 209px;" title="pseudo" width="591"></p>
<p align="center"><span style="font-size: 11px;"><em>À esquerda: Dean Radin (investigador em parapsicologia). À direita: J.Z. Knight (professora mística).</em></span></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A teoria científica que os pseudo-iluminados gostam mais de usar para justificar as suas pseudo-teorias é a Mecânica Quântica. A razão é simples: primeiro porque esta teoria prevê acontecimentos que são impossíveis segundo a nossa perspectiva empírica, e segundo, que é consequência do primeiro, a teoria em si não é completamente compreendida – basicamente sabe-se que funciona, mas não se sabe bem “porquê” (se bem que qualquer teoria sofre desse problema, simplesmente neste caso a questão torna-se mais pertinente, tendo em conta o primeiro factor apontado). Sendo assim, quem quiser “filosofar” sobre a teoria poderá seguir vários caminhos frutuosos em termos de falácias, isto porque, uma vez que parece que ninguém compreende bem a teoria, então isso dá-lhes o direito de eles próprios tentarem-na compreender à sua maneira (não deveriam era ter o direito de partilhar as suas “compreensões” com outras pessoas, sem sublinharem bem que não sabem o que estão a dizer).</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para que este artigo de opinião não seja completamente vago, irei dar alguns exemplos de “pontas” da Mecânica Quântica onde essas mentes fantasiosas gostam de pegar. Um dos principais fenómenos que a teoria descreve é o chamado “colapso da função de onda”. Antes de mais, é bom situarmo-nos: a teoria é aplicável a partículas “pequenas”, sendo o exemplo típico o electrão. Em Física, desde Galileu e Newton, um dos objectivos básicos desta Ciência é descrever o movimento de corpos, e para isso uma das entidades básicas é a posição do corpo. Em Mecânica Quântica, a posição de uma partícula não pode ser dada por um conjunto de coordenadas que identifiquem uma localização no espaço. É aqui que aparece uma “função de onda”, que caracteriza uma “onda de probabilidade” – na verdade um electrão não está num determinado local, mas “espalhado” por um volume (onde a probabilidade é considerável – aliás, o volume pode ser do tamanho do universo, mas convém ter em conta que só junto de uma certa localização específica é que a probabilidade é maior e por isso a maior parte do volume é quase desprezável). Contudo, se formos ver onde é que o electrão está, ou seja, se fizermos uma certa experiência para determinar a localização dele, nesse caso iremos descobri-lo num sítio específico, e não em vários em simultâneo – daí a palavra “colapso”, pois é como se a tal “onda de probabilidade colapsasse” numa posição específica (dentro das possíveis). Sendo assim, é justo perguntar: como é que sabemos que existe mesmo essa função de probabilidade de localização, tendo em conta que sempre que tentamos “observar” o electrão, ele se encontra num dado sítio? Na verdade não sabemos, simplesmente é o que se ajusta ao que se consegue observar – se se partir do pressuposto que o electrão está sempre numa dada posição, as previsões teóricas não acertam com aquilo que realmente se vê depois. Até aqui falei em Ciência – conseguem adivinhar como é que isto é posteriormente analisado em pseudo-ciência? Começa-se por valorizar o efeito da observação – se a observação é o que faz com que as partículas fiquem num dado local, então é como se o universo se materializasse perante a nossa consciencialização dele! Qual o problema desta conjuntura? Dois principais: primeiro é bom reforçar a premissa que já tinha indicado antes: a Mecânica Quântica aplica-se ao mundo do muito pequeno (fazendo “médias” para muitas partículas, os efeitos quânticos “perdem-se”, ou anulam-se, de tal modo que o mundo passa a ser descrito pelas chamadas “Leis Clássicas”, que não contrariam a nossa “visão” do dia-a-dia), sendo assim não faz sentido pensar em termos macroscópicos na teoria; segundo, o acto de observar não significa “consciencializar” – tanto quanto sabemos, basta colocar os detectores a funcionar, que tudo deverá estar bem (ainda que, neste caso, alguém possa argumentar que enquanto não virmos o que os nossos detectores fizeram, não sabemos se realmente a experiência funcionou como esperávamos – ou seja, neste caso temos um impasse, é impossível provar uma coisa, ou o seu contrário, pois não temos artes adivinhatórias; ainda assim, o melhor será não retirar conclusões, visto que em termos lógicos não temos esse direito).</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Outro fenómeno quântico que é muito apreciado na pseudo-ciência é o chamado <em>entanglement</em> – entrelaçamento quântico. Este fenómeno vai contra um conceito básico do nosso conhecimento empírico – a localidade dos fenómenos físicos. Isto é, segundo a nossa experiência diária, esperamos sempre que uma coisa que aconteça num ponto X, irá afectar os seus vizinhos próximos, podendo vir a afectar vizinhos mais distantes, mas demorando algum tempo para isso (consideremos, por exemplo, um trovão, que é ouvido primeiro “debaixo” de onde ocorreu, e só depois mais longe, porque a vibração do som demora tempo a percorrer o espaço). No mundo quântico as coisas já não são bem assim. É perfeitamente possível ter duas partículas de certo modo “unidas” (normalmente por uma “história” em comum – tenham sido, por exemplo, criadas em simultâneo, num mesmo local), ou seja, “entrelaçadas”, mesmo estando a quilómetros de distância, ou até mesmo com distâncias astronómicas entre elas, de tal modo que se uma for afectada por um dado acontecimento (por exemplo, por uma tal “observação” de um detector), então “automaticamente” a outra sofre uma alteração correlacionada com a desta! Para os místicos este fenómeno serve para explicar, por exemplo, telecinesia, telepatia, entre outras coisas que, aparentemente, no mundo deles, devem de facto ocorrer, já que eles explicam como é que isso acontece. Mais uma vez, deve-se sublinhar que o fenómeno quântico é possível de ser observado em “sistemas quânticos”, não em situações do nosso dia-a-dia – isto está provado experimentalmente, bem como compreendido teoricamente (pena que essa parte os místicos não leiam).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img alt="" class="aligncenter" height="600" src="http://img43.imageshack.us/img43/8512/cartoonquantum3.gif" style="width: 432px; height: 479px;" title="quantum" width="484"></p>
<p align="center"><span style="font-size: 11px;"><em>Legenda (tradução): “Ohhhh… Olha para isso, Schuster… Os cães são tão «fofinhos» quando tentam compreender mecânica quântica.”</em></span></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Bom, dou a minha exposição por concluída. Obviamente, haveria outros disparates que poderiam ser apontados, mas o presente texto serve apenas para alertar o leitor a ter cuidado com o que é afirmado nestes livros e documentários – muitas vezes usam conhecimentos científicos conhecidos para justificar as suas “teorias” mirabolantes, não deixando bem claro em que parte é que acaba a ciência e começa a sua interpretação pessoal, é por isso importante ter espírito crítico. (Espero não ter ferido susceptibilidades com a minha irascibilidade.)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marinho Lopes </strong>(colaborador do Ciência com Todos e doutorando em Física na U. de Aveiro) - texto primeiramente publicado no Blog do autor: <strong><em>Sophia of Nature.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ver original em: <a href="http://sophiaofnature.wordpress.com/2011/06/01/the-new-secret/">http://sophiaofnature.wordpress.com/2011/06/01/the-new-secret/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Astronomia versus Astrologia]]></title>
         <link>http://cienciapatodos.webnode.pt/news/astronomia-versus-astrologia/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Desta vez vou ser talvez um pouco hostil para certas pessoas: aquelas que apreciam o trabalho da Maya, ou do professor “Bambu”… A todas peço desde já desculpa.

A Astrologia parece ter adoptado um pouco de Geometria, 
de modo a que as invenções pareçam ter uma credibilidade maior.
&nbsp;
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Antes de mais, convém começar por esclarecer a diferença entre estas duas “ciências”, que não é clara para todos. A Astronomia é a ciência que estuda os...]]></description>
         <pubDate>Wed, 28 Aug 2013 03:11:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Textos de divulgação sobre Pseudociência]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Desta vez vou ser talvez um pouco hostil para certas pessoas: aquelas que apreciam o trabalho da Maya, ou do professor “Bambu”… A todas peço desde já desculpa.</p>
<p style="text-align: center;"><img alt="" class="aligncenter" height="320" src="http://img63.imageshack.us/img63/1663/astrologia2009signos.jpg" title="signos" width="318"></p>
<p align="center"><span style="font-size: 11px;"><em>A Astrologia parece ter adoptado um pouco de Geometria, </em></span></p>
<p align="center"><span style="font-size: 11px;"><em>de modo a que as invenções pareçam ter uma credibilidade maior.</em></span></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Antes de mais, convém começar por esclarecer a diferença entre estas duas “ciências”, que não é clara para todos. A Astronomia é a ciência que estuda os astros, enquanto que a Astrologia é a “ciência” que procura encontrar uma relação entre os astros e a vida dos humanos no planeta Terra. Note-se que a uma chamei ciência e à outra “ciência”, esta diferenciação foi feita simplesmente com o intuito de sublinhar que a primeira usa o método científico (como as outras ciências exactas: Física, Química, Biologia, etc.), enquanto que a segunda não passa de mera especulação, e atrevo-me até a dizer: invenção. Não existe nenhuma boa razão para considerar que o movimento dos astros possa de algum modo nos afectar, exceptuando o Sol, que transforma o dia em noite, e a noite em dia, bem como a Lua, que afecta as marés do mar, bem como o comportamento de muitos animais e plantas, a um nível biológico (não a um nível psicológico e/ou relacionado com o futuro desses animais).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A confusão que existe quanto às duas “ciências” tem, do meu ponto de vista, uma razão de ser. Como sabem, só a partir do século XX é que existiu um claro apoio financeiro aos cientistas, para que estes realmente “fizessem” ciência, pois verificou-se que a mesma tinha, muitas vezes, consequências de interesse económico, que faziam justificar o investimento. À medida que se caminha para o passado, a ideia de associar ciência a interesse económico é cada vez mais ténue, pelo que os cientistas são obrigados a tornar a sua ciência apelativa e de algum modo interessante a quem os possa patrocinar. Assim, não é de estranhar que os astrónomos, que estudando os astros verificaram que os mesmos tinham comportamentos previsíveis, pudessem tentar extrapolar esta previsibilidade para algo mais palpável para o comum mortal, isto é, a previsão do futuro desse mesmo mortal. Assim a Astrologia terá sido uma “ciência” necessária à Astronomia, como meio financiador. Obviamente que esta é apenas a minha visão de como tudo pode ter começado, ainda que possivelmente de modo inconsciente. O que é certo é que há 6000 anos atrás já existiam astrólogos, muito apetecíveis por chefes de estado, que queriam ter do seu lado a mão divina que lhes permitisse dominar o inimigo. Entre tantos astrólogos, uns tiveram sorte, outros tiveram azar, como é natural (até se pode supor que nem sempre tenha sido sorte, podendo por vezes ter feito previsões com base naquilo que poderiam saber por via de “informadores políticos”…).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<u>Deixem-me apontar duas falhas astronómicas à astrologia actual</u>:</p>
<ul>
	<li style="text-align: justify;">Os signos estão incorrectos. Uma pessoa é do signo X, porque ao nascer, o Sol estava na “direcção” da constelação com o mesmo nome X – isto era verdade há milhares de anos atrás, quando a Astrologia foi inventada, agora as constelações já “mudaram um pouco de sítio” (devido a um fenómeno chamado a “precessão dos equinócios”) no céu, pelo que há um deslocamento de quase uma constelação “para trás”. Isto é, um Leão, por exemplo, é na verdade um Caranguejo (podem confirmar vendo num mapa celeste do ano em que nasceram).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<ul>
	<li style="text-align: justify;">Pior ainda acontece para quem nasceu na primeira quinzena de Dezembro, sensivelmente, pois encontra-se aí uma outra constelação – Ofiúco, ou seja, deveria haver um décimo terceiro signo.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Como é possível que uma suposta ciência que obtém os seus resultados através da posição dos astros, ignore por completo que estes já não estão no mesmo sítio que estavam há milhares de anos atrás?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img alt="" class="aligncenter" height="333" src="http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/images/zodiaco.jpg" title="zodiaco" width="380"></p>
<p align="center"><span style="font-size: 11px;"><em>Os nomes estão em brasileiro, mas dá para perceber que </em></span></p>
<p align="center"><span style="font-size: 11px;"><em>está ali uma constelação entre escorpião e sagitário – ofiúco.</em></span></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Estudos científicos já foram feitos para averiguar até que ponto existe algum poder real de previsão na astrologia e todos eles demonstraram que não existe qualquer "poder": é aleatório.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para todos aqueles que acreditam que já presenciaram a Astrologia a funcionar, relembro-vos que o ser humano tem uma aptidão especial para reconhecer padrões e para simultaneamente negligenciar informação que possa colocar em causa esses mesmos padrões. Em conversas coloquiais não são poucas vezes em que alguém se lembra de fazer uma generalização absurda, a qual depois a justifica com alguns exemplos. Existem, porém, normalmente, contraexemplos a considerar, os quais invalidam a generalização. O mesmo se passa com a Astrologia: aqueles que querem acreditar nela dão simplesmente valor às vezes em que o horóscopo coincide com a realidade e desprezam as vezes em que não existe qualquer relação. Alguns até se iludem com a falácia de que o horóscopo não está sempre certo, mas que outras vezes está: pudera, o que o horóscopo afirma é sempre algo que se não vos acontecer a vós, quase de certeza que acontecerá com outra pessoa. Para fazer esse tipo de previsões não é preciso ser astrólogo, é simplesmente necessário conhecer a sociedade humana, pelo que todos nós podemos ser aldrabões, perdão, astrólogos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marinho Lopes </strong>(colaborador do Ciência com Todos e doutorando em Física na U. de Aveiro) - texto primeiramente publicado no Blog do autor: <strong><em>Sophia of Nature.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ver original em: <a href="http://sophiaofnature.wordpress.com/2011/05/28/astronomia-versus-astrologia/">http://sophiaofnature.wordpress.com/2011/05/28/astronomia-versus-astrologia/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Por que é que a Homeopatia não funciona?]]></title>
         <link>http://cienciapatodos.webnode.pt/news/por-que-e-que-a-homeopatia-n%c3%a3o-funciona-/</link>
         <description><![CDATA[
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;

	Samuel Hahnemann - Pai da Homeopatia

	&nbsp;

	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Homeopatia é uma terapia alternativa fundada, no século XVIII, pelo médico Samuel Hahnemann. Apesar de alguns cidadãos considerarem-na válida, na realidade não possui qualquer base científica e a Ordem dos Médicos, em Portugal, não a reconhece como especialidade médica.

	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Com a proliferação dos produtos homeopáticos, surgiu a ideia de que estes seriam uma alternativa...]]></description>
         <pubDate>Sun, 15 Apr 2012 19:15:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Textos de divulgação sobre Pseudociência]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<img alt="" src="http://www.obaluarte.net/~media/downloads/5820.jpg" title="" /></p>
<p style="text-align: center;">
	Samuel Hahnemann - Pai da Homeopatia</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Homeopatia é uma terapia alternativa fundada, no século XVIII, pelo médico Samuel Hahnemann. Apesar de alguns cidadãos considerarem-na válida, na realidade não possui qualquer base científica e a Ordem dos Médicos, em Portugal, não a reconhece como especialidade médica.</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Com a proliferação dos produtos homeopáticos, surgiu a ideia de que estes seriam uma alternativa natural aos medicamentos convencionais. Ora, tal não se verifica, pois apenas os medicamentos possuem princípios ativos, que são as substâncias que interagem com o organismo para melhorar a nossa saúde.</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para compreender porque é que a homeopatia não funciona, há que conhecer como se preparam os produtos homeopáticos: A homeopatia parte do princípio que substâncias que causam sintomas de uma determinada doença podem curar essa mesma doença, princípio conhecido como “cura pelo semelhante”. Extraída e preparada a substância, há que diluí-la numa proporção 1:100, sucessivas vezes, agitando-se vigorosamente a solução. Ou seja, é o mesmo que misturar uma gota de substância com noventa e nove gotas de água, depois retirar uma gota desta solução e misturar com noventa e nove gotas de água, e assim sucessivamente, ultrapassando as vinte diluições.</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ao se proceder do modo atrás descrito, a solução fica tão diluída que deixa de estar presente uma única molécula de princípio ativo. Face a isto, os homeopatas respondem que quanto menos moléculas da substância houver mais o produto faz efeito. Além disso, segundo os mesmos homeopatas, não é necessário haver substância na solução porque a água “tem memória” dessa substância. Aqui está a resposta à questão de por que é que a homeopatia não funciona: primeiro porque a solução não tem um princípio ativo que iria atuar no organismo, e segundo porque a água não tem memória.</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para alertar a sociedade para este facto, vários grupos de cidadãos, onde se encontravam cientistas e médicos, decidiram ingerir caixas inteiras de produtos homeopáticos para demonstrar a sua ineficácia. Como este movimento internacional demonstrou, nenhum dos intervenientes sofreu qualquer efeito de “overdose”.</p>
<p>
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A situação ganha contornos preocupantes quando as pessoas abandonam os tratamentos convencionais, ou deixam de vacinar os seus filhos, para abraçar esta terapia que não tem qualquer influência na saúde. De facto, devido aos pais deixarem de vacinar as crianças, muitas doenças contagiosas estão a ressurgir, como é o caso do sarampo. Trata-se portanto de uma questão de saúde pública, para a qual os cidadãos deverão estar informados.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>João Lourenço Monteiro </strong>(<font size="2">texto publicado no âmbito do projeto:</font> <em>Ciência na Imprensa Regional&nbsp;- Ciência Viva</em>,<font size="2"> a&nbsp;07 de&nbsp;Abril de 2012)</font></p>
]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[2012 – O ano fatídico?!]]></title>
         <link>http://cienciapatodos.webnode.pt/news/a2012-o-ano-fatidico-1/</link>
         <description><![CDATA[
	
		


	
		
			
				
				
					Entramos em 2012 e as profecias já estão aí. Ouve-se nos locais que frequentamos, lê-se e vê-se na comunicação social. Parece que temos uma ligação à desgraça, como se a crise não bastasse, de modo a poder reerguer a nossa moral posteriormente.
				
					Mas, o que se diz por aí e qual a resposta da ciência?
				
					O Planeta X – Este planeta, ou noutras versões o Nibiru, estaria fora do Sistema Solar e agora aproxima-se da Terra. A resposta da ciência é...]]></description>
         <pubDate>Sat, 14 Apr 2012 12:48:00 +0200</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://cienciapatodos.webnode.pt/news/a2012-o-ano-fatidico-1/</guid>
         <category><![CDATA[Textos de divulgação sobre Pseudociência]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<div class="boxTitle">
	<h1 style="text-align: center;">
		<ins><font color="#919192" size="2"><img alt="" height="172" src="http://www.obaluarte.net/~media/downloads/5388.jpg" title="" width="211" /></font></ins></h1>
</div>
<div class="boxContent">
	<div class="contentBox">
		<div class="articleDetail">
			<div class="corponoticia">
				<!-- NOTICIA_IMAGEM2 --><!-- NOTICIA_IMAGEM2_LEGENDA --><!-- NOTICIA_IMAGEM3 --><!-- NOTICIA_IMAGEM3_LEGENDA --><!-- NOTICIA_IMAGEM4 --><!-- NOTICIA_IMAGEM4_LEGENDA -->
				<p style="text-align: justify;">
					<span style="font-size: small;">Entramos em 2012 e as profecias já estão aí. Ouve-se nos locais que frequentamos, lê-se e vê-se na comunicação social. Parece que temos uma ligação à desgraça, como se a crise não bastasse, de modo a poder reerguer a nossa moral posteriormente.</span></p>
				<p style="text-align: justify;">
					<span style="font-size: small;">Mas, o que se diz por aí e qual a resposta da ciência?</span></p>
				<p style="text-align: justify;">
					<span style="font-size: small;">O Planeta X – Este planeta, ou noutras versões o Nibiru, estaria fora do Sistema Solar e agora aproxima-se da Terra. A resposta da ciência é simples: nunca foi detetado tal planeta, nem com recurso às poderosas sondas das várias agências espaciais. Outro pormenor importante é que, se de facto existisse, já poderia ser visível da Terra a olho nu.</span></p>
				<p style="text-align: justify;">
					<span style="font-size: small;">Calendário Maia – Sem dúvida o que levanta mais polémica e despoletou inúmeras crenças a nível mundial. Os seus crentes assumem que o mundo vai acabar em 21 de dezembro deste ano. A resposta da ciência, mais uma vez, é simples: assim como o nosso calendário acaba em 31 de dezembro, o calendário maia representa um ciclo mais longo e acaba neste ano, iniciando um novo ciclo. Este ciclo já foi repetido pelo menos 12 vezes.</span></p>
				<p style="text-align: justify;">
					<span style="font-size: small;">Alinhamento dos planetas – Lê-se muito sobre isto na internet, parece mágico. Os seus defensores dizem que em 21 de dezembro o Sol vai alinhar-se com o plano da Via Láctea, originando uma alta formação de radiação, proveniente do centro da galáxia. Irá destruir o planeta Terra. O que diz a ciência: Todos os anos neste mês o Sol e a Terra alinham-se aproximadamente com o centro da galáxia. E não houve nenhuma consequência negativa.</span></p>
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					<span style="font-size: small;">Inversão dos polos magnéticos – Os defensores desta teoria clamam que o polo norte e sul ficarão invertidos. Daí a Terra não conseguirá proteger-se dos raios cósmicos e irá inverter a sua rotação em consequência da inversão do núcleo terrestre. A ciência clarifica: Inverter a Terra é impossível, mas os campos magnéticos não. Essa mudança ocorre a cada 500 mil anos e para essa inversão falta, pelo menos, mil anos. Também não houve danos no planeta nesses eventos.</span></p>
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					<span style="font-size: small;">Supertempestade solares – Há quem defenda que em 2012 o Sol irá prejudicar-nos muito mais por vivermos no mundo da eletrónica. A ciência responde: Não existe nenhuma evidência para isso acontecer. O ciclo solar demora 11 anos e atingirá o seu máximo de atividade até meados deste ano. O máximo que pode ocorrer é auroras ou danos nos satélites.</span></p>
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					<span style="font-size: small;">Meteoro assassino – Os seguidores desta teoria dizem que em 2012 cairá um meteoro na Terra e destruirá os humanos e animais. A ciência diz-nos: Dados de vários projetos das agências espaciais revelam que não corremos nenhum perigo de colisão.</span></p>
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					<span style="font-size: small;">Visita dos ETs – Os amantes de extraterrestres defendem que irão aparecer neste ano e que ninguém saberá o que estes irão fazer connosco. A ciência defende: Não há registos de vida inteligente para além do nosso planeta.</span></p>
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					<span style="font-size: small;">Não faça como os seguidores destas lendas que preferem acreditar nestas previsões (mesmo não acertando uma única vez) do que na ciência (que possui uma probabilidade de previsão superior a 90%).</span></p>
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					<span style="font-size: small;"><strong>José Gonçalves </strong>(texto publicado no âmbito do projeto: <em>Ciência na Imprensa Regional - Ciência Viva</em>, a 16 de Fevereiro de 2012)</span></p>
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